Muda de Pensamentos
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As pessoas sempre disseram que ela não gostava de conversar. A chamavam de muda. Muda de pensamentos. Pensamentos que poderiam não ser aceitos como normais pela sociedade, então, por que iria falar?

(Fonte: whatbrodysaidtoday)

(via vi0lettae)

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(Fonte: maxsimic709, via whenifeelheavymetal)

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Minha insanidade reina em uma sociedade onde nunca se está certo ou errado. A minha emoção será um problema transferido para o povo quando a razão que oscila na cabeça erguida sobre meu corpo for vencida. E quem dera todos viver de sonhos, de Terra - que pisamos e que se chama real, mas soa como euforia, a que a ciência nunca poderá nos dar.

Muitos vivem a base do acreditar, mas quando nada é consistente o bastante para dar fé, como viver? Acordar e dormir e não ter sociedade para esperançar, porque a imagem refletida no espelho tem que ser a mesma que você vê em todas as caras na rua.

Minha cegues, misturada com minha mudes - muda de pensamentos que sou, engasgada com uma bala que os ditadores colocaram na minha boca - é quem quer um diagnóstico. Não dá para viver engasgada em uma fé rala.

A dor do meu ouvido ralado - o único usado - pelas palavras ditadas, tentam me forçar a conceder ações não influenciáveis. Eu vou é gritar meus pensamentos até ouvirem, rasgar minhas roupas até me olharem, fazer repararem na minha liberdade até chorarem por não ser felizes tendo sido aniquilados pela educação da época passada.

As pessoas sempre disseram que Lolita não gostava de conversar. A chamavam de muda. Muda de pensamentos. Pensamentos que poderiam não ser aceitos como normais pela sociedade, então, por que ela iria falar? Lolita sempre se decepcionou com as pessoas que habitavam a tal sociedade da qual ela – não – fazia parte, então, por que ela iria se aproximar de tais? Era o que atormentava sua cabeça.

A ideia da menina era não ser daquelas que viram amigas de absolutamente qualquer um, não por desprezo, mas porque queria dedicar toda sua humilde existência para quem ela realmente sempre amou. O problema é que esses amados pareciam não dar importância – que ela queria – para isso.

Por analisar e dedicar-se tanto a essas ou a essa pessoa, Lolita esperava receber amor em troca. Um amor que às vezes era enorme e intenso, mas que do nada parecia se desfazer. E ela sentia nojo de tudo isso. Ele parecia ser uma pessoa com ela, outra com os outros. Ou talvez não. É um sentimento tão intenso e confuso que nem ela mesma jamais conseguiu explicar.  Talvez as cruzes fossem o que acabavam com tudo. Talvez não.

E essa confusão, causava uma dor imensa, que fazia bem ao mesmo tempo em que fazia muito mal a Lolita. Ela só queria ser a menina com o maior pedaço de bolo. Só queria que ele retribuísse esse amor. Essa vida.

(Fonte: anormaux, via zombiesandmore)

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(Fonte: cratered, via thedeadgypsygirl)

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(Fonte: voyds, via thedeadgypsygirl)